Aderir à agroecologia é urgente para resgatar a biodiversidade

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(Foto: Divulgação/ Sesc)

 

Inverter a tendência do declínio das espécies é essencial para o benefício das pessoas e do planeta, mas exigirá ações coordenadas e agricultura sustentável. A conclusão é de um estudo internacional feito por mais de 360 cientistas de 42 países e publicado na revista Nature Ecology & Evolution.

O grupo de pesquisadores afirma que as paisagens agrícolas podem apoiar ou prejudicar a biodiversidade. A agricultura intensiva baseada em pesticidas e fertilizantes excessivos podem ter efeitos negativos sobre a biodiversidade.

A transição global para a produção agroecológica pode fornecer habitats para a biodiversidade, promover a conectividade entre as áreas protegidas e aumentar a capacidade das espécies de responder a ameaças ambientais.

Outro fator importante, segundo os cientistas, é apoiar e trabalhar com agricultores, povos indígenas e comunidades locais. A diversificação das culturas, juntamente com novas variedades e combinações, por exemplo, pode apoiar a biodiversidade e os ecossistemas, fornecendo alimentos mais nutritivos e saudáveis ​​para todos.

“A agroecologia tem o potencial de mudar a maneira como ‘fazemos a agricultura’. Esperamos que nossa abrangente agenda de pesquisa ajude a traçar o caminho agricultura sustentável e diversificada e conservação da biodiversidade no futuro”, disse o professor Teja Tscharntke, co-autor e chefe do Grupo de Pesquisa em Agroecologia da Universidade de Göttingen.

Os autores argumentam que os princípios agroecológicos devem ser integrados ao Quadro Global de Biodiversidade pós-2020,  que visa reduzir as ameaças à biodiversidade e será decidido na 15ª Convenção das Partes (COP15), em 2021 na China.