Estudantes desenvolvem tijolos ecológicos

(Foto: Divulgação)

Uma equipe de estudantes do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) desenvolveu um tijolo ecológico feito apenas com cimento, solo arenoso e água, ao contrário dos convencionais feitos com argila retirada de mananciais.

Outra diferença em relação ao convencional, é que o tijolo não vai para o forno, evitando a emissão de gás carbônico para a atmosfera e a queima de lenha.

Segundo o presidente do grupo, Gabriel Cattaruzzi, o tijolo ainda ajuda a reduzir o tempo da obra ao facilitar o nivelamento porque não necessita de argamassa para assentamento.

“Ele tem encaixes como o de lego. No lugar da argamassa, utilizamos uma cola branca. Há dois buracos nos tijolos que servem para passar os conduítes e as instalações hidráulicas, então, não precisa ficar quebrando o tijolo na hora de construir alguma coisa”.

O projeto estimula a inclusão de ex-moradores de rua para ajudar na produção. Os estudantes estão capacitando essas pessoas para ter renda própria.

“Ainda não temos um local para alocar a fábrica. Estamos em busca de um galpão na região do ABC (paulista), que atenda as legislações necessárias. No momento, estamos produzindo no próprio lar onde os ex-moradores de rua vivem, por enquanto, com caráter educativo”, diz Cattaruzzi.

No mês passado, Cattaruzzi ganhou o Prêmio Universitário do Ano KPMG, que reconhece os melhores projetos de empreendedores, pela iniciativa.

** Com informações do Conexão Planeta