Campanhas feministas do Coletivo AzMina são premiadas em Cannes

(Foto: Divulgação/ Cannes Lions)

As mulheres brasileiras fizeram bonito em Cannes!

O Coletivo AzMina ganhou nas categorias Entretenimento e Música, e Media no Cannes Lions Festival,  premiação de publicidade mais prestigiada no mundo, pelas suas campanhas feministas, que visam conscientizar sobre a desigualdade entre homens e mulheres e combater o machismo.

A campanha #MaisQue70 levou o Leão de Prata na Categoria Entretenimento e Música, que premia peças com colaboração musical. Na ação, assinada pela J. W. Thompson, diversas cantoras, como Valesca Popozuda e Daniela Mercury, doaram 30% das suas músicas para alertar que as mulheres ganham, em média, 70% da remuneração dos homens pelo mesmo trabalho.

Então quem quisesse ouvir algumas das músicas durante o período da campanha teve que se contentar com apenas uma parte dela.

A segunda campanha premiada em Cannes na categoria Media é #VamosMudarOsNúmeros, que apresentou os dados da desigualdade aos campos de futebol. No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 08 de março, o time de futebol Cruzeiro entrou em campo com os números da camisa exibindo as estatísticas enfrentadas pelas brasileiras.

As duas campanhas também foram finalistas na categoria Promo & Activation.

“Misturar jornalismo e campanhas de conscientização como temos feito, sem verba e sem gente com formação em marketing na equipe, foi uma aposta que fizemos na cara e na coragem, e ganhar esse dois leões antes mesmo de completar 2 anos de vida é simplesmente muito mais do que a gente podia sonhar”, celebra Letícia Bahia, diretora institucional d’AzMina.

AzMina não foras as únicas a trazer leões para o Brasil. A Ogilvy ganhou para a Nescau o leão de bronze na categoria Glass Lion, que destaca ações relacionadas à igualdade de gênero, pela campanha Meninas Fortes.

O Coletivo AzMina é uma instituição sem fins lucrativos que tem por objetivo “usar a informação para combater os diversos tipos de violência que atingem mulheres brasileiras, considerando as diversidades de raça, classe e orientação sexual”. Para saber mais sobre a iniciativa, acesse: http://azmina.com.br

** Com informações do Coletivo AzMina