Greve alerta o Brasil

Foto- Prefeitura de Jundiaí

A greve dos caminhoneiros encerrou o 8º dia sem muita certeza quando acaba. Em tempo de internet, redes sociais e velocidade na comunicação, a greve whatsapp mudou os paradigmas de liderança sindical. Por mais que anunciem acordos com representantes dos vários segmentos da categoria de caminhoneiros, os grupos de whatsapp se mantém resistentes. A ABCAM, uma das mais combativas associação de caminhoneiros autônomos, anuncia que dos 2 milhões de manifestantes, 250 mil continuam fechando estradas.

No segmento do agronegócio, os prejuízos são imensos: plantações perdidas, legumes estragando, falta de ração para os animais. No segmento de orgânicos, as feirinhas do final de semana conseguiram vender o pouco que dava para transportar nos carros particulares, já que até utilitários eram proibidos de passar pelas barreiras nas estradas.

Até os eventos do setor estão prejudicados. A GreenRio, nesse final de semana no Rio, foi um sucesso, mas poderia ter recebido o dobro de pessoas, pois o que não faltava eram temas relevantes.

A Fiesp precisou cancelar evento porque os palestrantes não teriam como chegar em São Paulo. A Francal estuda adiar a Bio Brazil Fair se a greve persistir. Não daria tempo de montar os estantes e trazer as mercadorias.

Pois é, somos dependentes do petróleo e pouco discutimos sobre novos modais (virou moda falar disso agora!). Por isso, o ONB discute os carros elétricos e híbridos e está antenado nas propostas de mobilidade urbana e soluções para o campo.

Vem muita novidade aí.