Comunidades ribeirinhas da Amazônia tem sistema de água com energia solar

(Foto: Reprodução Facebook Instituto Mamirauá)

Vinte e uma comunidades ribeirinhas nas reservas de Amanã e Mamirauá, no Amazonas, contam com um sistema de abastecimento de água que funciona a energia solar desenvolvido pelo Programa Qualidade de Vida (PQV), do Instituto Mamirauá.

Devido ao isolamento geográfico, a falta de energia se tornou um obstáculo para o acesso a água potável e encanada na região.

Para mudar essa realidade, pesquisadores começaram a desenvolver um sistema de água adaptado à complexa região das várzeas amazônicas e a variação no nível da água dos rios entre os períodos de seca e cheia.

Mais barata e de menor complexidade para ser acessada, a água do rio se tornou a alternativa mais adequada para o abastecimento da região.

Os pesquisadores desenvolveram também um sistema de bombeamento adequado à energia solar, por se adequar bem ao clima amazônico, onde o brilho do sol bate forte na superfície na maior parte do ano.

A água passa também por uma filtragem, antes de chegar a um reservatório suspenso, de onde é direcionada às casas pela força da gravidade.

“Agora buscamos melhorar a qualidade, porque nesse sistema acontece uma filtração, mas é muito grosseira. A água barrenta fica bem melhor, mas não atinge o padrão de potabilidade que o Ministério da Saúde recomenda”, afirma a engenheira ambiental Maria Cecília Gomes, coordenadora do programa Qualidade de Vida.

A ideia é aplicar essa lógica também à bomba de água escolhida para o projeto – um equipamento próprio para a utilização com energia solar, mas que ainda tem o custo muito elevado para a realidade local.

“O uso da energia solar também é adequado porque ele não depende de as pessoas terem diesel ou outras formas de energia elétrica. Então, mesmo não havendo energia elétrica nas comunidades, com esse arranjo elas podem continuar tendo água”, complementa.

O projeto atinge cerca de 1.700 moradores e houve uma redução nos casos de diarreia, frequentemente associadas ao consumo de água em quantidade insuficiente e com qualidade imprópria, e melhores condições de vida, incluindo conforto e higiene.

Leia o estudo completo, clicando aqui.