O Vaticano disponibiliza a íntegra da Encíclica Papal sobre o Meio Ambiente

(Foto: Max Rossi/Reuters)

Repercussões 

Todos os veículos de imprensa do mundo dedicam repercussões com ambientalistas, governantes e ONGs sobre a encíclica do Papa Francisco.

Menos de uma hora após o anúncio da encíclica, o Google News registrava a notícia nos onlines de quase 600 veículos de imprensa.

A Rádio do Vaticano fez um resumo das soluções propostas para evitar o desperdício,

Soluções: cultura do encontro

No primeiro ano de pontificado, Francisco convidou a todos os homens e mulheres de boa vontade a refletir sobre o problema da perda e do desperdício de alimento para identificar soluções que, enfrentando a problemática seriamente, possam ser veículos de solidariedade e partilha com os mais necessitados.

Neste contexto, uma outra expressão-chave do magistério de Francisco passa a ser sublinhada: a cultura do encontro. Na metade de 2013, o Papa fez um pedido: “Gostaria que todos nós nos comprometêssemos em respeitar e cuidar da criação, de estar atentos a cada pessoa, de contrastar a cultura do desperdício e do descarte para promover uma cultura da solidariedade e do encontro”.

Possibilidades da cultura do encontro

O Papa tem vindo a oferecer, ao longo de 2014 e deste ano, diversas vertentes da cultura do encontro na visão cristã “que comporta um juízo positivo sobre a idoneidade das intervenções sobre a natureza para tirar-lhe proveito”.

No início deste ano, o Pontífice se disse “desiludido diante da falta de coragem” da Comunidade internacional por não ter tomado decisões concretas na conferência do clima de Lima. E auspicou que em Paris, em dezembro próximo, durante a nova conferência sobre as mudanças climáticas os representantes “sejam mais corajosos”.

Francisco afirmou ainda ter “bebido em diversas fontes” durante a preparação da nova Encíclica e os quase 800 milhões de famintos do mundo detiveram as reflexões de Francisco. Na tradicional mensagem de 1 de janeiro, no ano passado, o Papa recordou que é “um dever obrigatório que os recursos da terra sejam utilizados de maneira que todos possam ficar livres da fome”.

Um novo modo de viver

Na homilia da Missa de inauguração do seu pontificado, o Papa apresentou a vocação de cuidar da criação. “Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade no âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo!”.

Um último, porém não menos importante aspecto a ser considerado durante a leitura da nova Encíclica, é a tradição da Igreja à luz da Palavra do Criador e das suas criaturas.

“Pequenos mas fortes no amor de Deus, como São Francisco de Assis, todos os cristãos são chamados a tomar conta da fragilidade dos povos do mundo no qual vivemos”, afirmou o Papa mais uma vez na Evangelii Gaudium.

Leia na íntegra o documento