Argentinos transformam soro de leite em biocombustível

(Foto: Pixabay)

Pesquisadores das Universidades de Rio Cuarto e Villa María, na Argentina, transformaram o soro de leite, um resíduo poluente gerado em grandes quantidades pela indústrias produtoras de queijo, em biocombustível.

Para desenvolver o biocombustível, os cientistas estão usando um microorganismo com alto potencial biotecnológico. O combustível testado é considerado de “primeira geração” por ser obtido a partir de resíduos industriais.

Atualmente, a Argentina produz cerca de 9 milhões de toneladas de soro de queijo por ano e cerca de 60% desse volume é descartado.

Segundo os pesquisadores, cada quilo de queijo produzido corresponde há uma média de 9 litros de soro, composto por 95% de água, 4% de lactose e 1% de proteína. Estima-se que 0,25 a 0,30 litro de soro não tratado equivale ao esgoto produzido em um dia por uma pessoa.

No Brasil, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) estão desenvolvendo etanol a partir do soro. A fórmula envolve biorreatores com leveduras, que transformam o soro em biocombustível.

** Com informações do Valor Econômico e da USP