Brasileiras criam sistema que substitui agrotóxicos por orgânicos

(Foto: Divulgação)

As estudantes do 2º ano do Ensino Médio em Curitiba (PR), Sarah Bernard Guttman e Luiza Fontes Bonardi, ambas com 15 anos, desenvolveram o AgroAtóxico, um projeto para reduzir o uso de agrotóxicos entre os pequenos agricultores.

A iniciativa foi premiada na edição deste ano da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace 2020), realizada anualmente pela Universidade de São Paulo (USP).
As alunas desenvolveram um produto orgânico que pode ser produzido pelos próprios agricultores. Para isso, as estudantes se aprofundaram em pesquisas com plantas medicinais e outros produtos de origem orgânica acessíveis.

“No primeiro ano, foi desenvolvido um agrotóxico simplório. A partir daquela base, fomos aperfeiçoando o produto para que ele chegasse ao seu melhor potencial, usando plantas medicinais que foram escolhidas a dedo para melhorar a eficiência do produto”, explica Guttman.

A fórmula foi testada em hortas caseiras e depois em uma área de médio porte em um sistema agroflorestal na região. No cultivo, foram usados apenas água e o composto orgânico.

Após dois meses de cultivo, a planta que recebeu o AgroAtóxico se desenvolveu muito mais, frutificou e não teve ataques de insetos. Enquanto a que recebeu só água apresentou apenas folhas e foram atacadas.

As estudantes entraram com o processo de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O objetivo é que, assim que seja iniciado o registro da patente, elas divulguem a fórmula para agricultores que produzem orgânicos.