Brasileiros desenvolvem biossensor para detectar alimentos contaminados

(Foto: Pixabay)

Pesquisadores do Instituto de Física da USP de São Carlos, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Embrapa Instrumentação desenvolveram um dispositivo para detectar a contaminação de comidas e bebidas de doenças causadas pelas bactérias Salmonella spp., Escherichia coli e Staphylococcusaureus

O biossensor usa nanopartículas magnéticas e uma substância extraída do veneno do ferrão de abelhas para detectar a contaminação no estágio inicial.

Nos métodos convencionais, as amostras de alimentos ou bebidas são coletadas e depois levadas a um laboratório especializado para análise, que pode demorar até 72 horas.

“A nossa intenção era criar algo para isso que fosse rápido, de baixo custo e, ainda assim, eficiente. Nossa metodologia resolve o problema de detecção da contaminação inicial com uma estratégia de pré-concentração das bactérias na amostra”, explica o físico Osvaldo Novais de Oliveira Junior, coordenador da equipe.

Segundo o pesquisador, quando as nanopartículas, que contém melitina, são introduzidas em uma partícula líquida a ser analisada, as bactérias se dirigem a elas. Após cerca de 20 minutos, as nanopartículas com micro-organismos aderidos são atraídas com um ímã.

No caso de alimentos sólidos, a amostra deve ser triturada, homogeneizada e filtrada para fazer o mesmo procedimento.

Além dos alimentos, o biossensor poderá ser adaptado para detectar diferentes tipos de contaminação em ambientes hospitalares, como enfermarias e salas de cirurgia, e também em pacientes com feridas, queimaduras e escaras.

** Com informações da Época