Brasil inaugura estação de pesquisa na Antártica

(Foto: Divulgação/ Marinha do Brasil)

O governo brasileiro inaugura a Estação Antártica Comandante Ferraz, complexo de pesquisa com mais de 4,5 mil m², que acomoda até 64 pesquisadores do Programa Antártico Brasileiro (Proantar). A inauguração, que aconteceria hoje – 14 janeiro – foi adiada por conta do mau tempo. A Marinha do Brasil divulgou em nota que a inauguração deve acontecer na quarta (15), ainda sem horário confirmado.

A base recebeu investimento de US$99,6 milhões, cerca de R$400 milhões, para ser reconstruída após um incêndio destruir quase toda a estrutura em 2012.

A nova estação foi construída pela empresa chinesa Ceiec e é dividida em três blocos. O Bloco Leste é onde se concentra os laboratórios e sediará as pesquisas, convivência e serviços, como ala de saúde, sala de secagem, cozinha e as oficinas. O Bloco Oeste é onde moram os pesquisadores e concentra as áreas de convívio. Há 32 quartos, uma biblioteca, uma academia e auditório.

No Bloco Técnico, é onde fica o controle da rede elétrica, sanitária e de automação da estação. Há uma garagem, estação de tratamento de água e esgoto, casa de máquinas, geradores, sistemas de aquecimento e um incinerador de lixo.

De acordo com a Marinha, o complexo consegue suportar nevascas e ventos de até 200 quilômetros por hora. A estrutura ainda tem sistemas de detecção, alarme e combate a incêndios.

O complexo foi instalado em 1984 na Península Keller, dentro da Ilha do Rei, para desenvolver os trabalhos do Proantar, que atua nas áreas de oceanografia, biologia, glaciologia, química e meteorologia.

As áreas de estudo são: O papel da criosfera no sistema terrestre; Dinâmica da alta atmosfera na Antártica; Mudanças Climáticas e o Oceano Austral; Biocomplexidade dos ecossistemas antárticos; Geodinâmica e história geológica da Antártica; Química dos oceanos, geoquímica marinha e poluição marinha; Biologia Humana e Medicina Polar; Inovação em novas tecnologias.

Apesar do incêndio na instalação brasileira, as pesquisas não pararam. Os pesquisadores não ficam restritos à Ilha Rei George. Há, também, trabalhos sendo desenvolvidos no navio Almirante Maximiano, em acampamentos montados em diferentes pontos da Antártica, e o módulo Criosfera 1, um contêiner que coleta dados instalado a cerca de 2,5 mil km de onde fica a estação.

Assista abaixo ao vídeo da Marinha sobre a nova estação antártica brasileira: