Cientista brasileira cria suplemento alimentar vegetariano à base de mel

(Foto: Pixabay)

A engenheira de alimentos e pós-doutoranda do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC, sigla em inglês) da USP, Taíse Toniazzo, desenvolveu um suplemento vegetariano para atletas de alto rendimento.

Supervisionada pela professora Carmen Tadini, a pesquisadora tentava obter mel desidratado, para facilitar o uso do produtA engenheira de alimentos e pós-doutoranda do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC, sigla em inglês) da USP, Taíse Toniazzo, desenvolveu um suplemento vegetariano para atletas de alto rendimento.o como um ingrediente pela indústria alimentícia, farmacêutica e cosmética

Segundo Toniazzo, o mel “é muito viscoso, difícil de trabalhar em tubulações” e o produto surgiu para facilitar a aplicação do mel em produtos alimentícios industriais.

Entretanto, as pesquisadoras acabaram criando uma fórmula à base de mel e proteína de arroz em pó. A ideia é criar um suplemento saudável que tenha apelo tanto para atletas de ponta, quanto para produtos com ingredientes de origem animal.

O mel contém vitaminas, minerais, compostos fenólicos (componentes benéficos ao organismo humano), antibacteriana e antioxidante. A proteína do arroz é rica em aminoácidos essenciais, o que favorece o ganho de massa muscular em atletas.

Para secar o mel e transformá-lo em pó, a pesquisadora trabalhou com uma técnica chamada spray drying. “Em um equipamento spray dryer, eu coloquei uma solução de água, mel e proteína. Fui dosando a quantidade de mel e proteína até obter o máximo de mel seco no produto final, nas condições que o laboratório me permitia”, explicou.

A técnica de spray drying é amplamente utilizada pela indústria para a elaboração de produtos como leite em pó, ovos em pó, café solúvel e diversos flavorizantes que a indústria alimentícia utiliza em seus processos.

A engenheira de alimentos conta que conseguiu um produto final com 18% de mel. O próximo passo das cientistas é saber como o produto se comporta ao ser digerido.

** Com informações da FoRC