Coroa de abacaxi é transformada em carvão ativado na Paraíba

(Foto: Pixabay)

Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) conseguiram produzir carvão ativado a partir da coroa de abacaxi.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores cortaram e colocaram a coroa do abacaxi no sol para secar. Após perder um pouco da umidade, a coroa do abacaxi passou por um processo de lavagem com água quente. Em seguida, o material é seco e colocado no reator para carbonatação para produzir o carvão ativado.

A coroa de abacaxi é uma matéria-prima nativa do estado, tem baixo custo e é um resíduo geralmente sem destinação adequada, descartado ou usado como adubo, explica Ellen Santos, a concluinte de Engenharia Química e coautora do estudo.

Segundo os pesquisadores, a iniciativa pretende absorver compostos tóxicos e impurezas presentes em hidrolisados lignocelulósicos, materiais que possuem lignina e celulose em sua composição e que sofreram reação de decomposição ou alteração através da água.

O novo carvão ativado poderá ser aplicado no tratamento de efluentes, despejos líquidos provenientes de atividades humanas e industriais, e facilitar o tratamento de água e dos esgotos domésticos e de fábricas.