Estudos sobre economia sustentável e clima ganham Nobel de Economia

Paul M. Romer e William D. Nordhaus (Foto: Divulgação)

Nesta segunda (08), os americanos William Nordhaus e Paul Romer foram premiados com o Nobel de Economia pelo desenvolvimento de métodos que garantem o crescimento sustentável na economia global e o bem-estar da população mundial a longo prazo.

Os economistas são pioneiros em adaptar a teoria econômica para dimensionar as questões ambientais e o progresso tecnológico.

“Os laureados ampliaram o escopo da análise econômica ao construir modelos que explicam como a economia de mercado interage com a natureza e o clima”, afirmou a Academia Real Sueca de Ciências, no comunicado divulgado nesta manhã, em Estocolmo.

Nordhaus, da Universidade de Yale, foi reconhecido pelo seu estudo sobre os efeitos econômicos do aquecimento global, quais são os meios mais eficientes para resolver os problemas causados pelas emissões de gases, e as consequências das intervenções de políticas climáticas, como os impostos sobre carbono.

O modelo integrou resultados de diferentes áreas, como física e química, para compreender a evolução conjunta entre a economia e o clima.

O Nobel foi concedido a Paul Romer, da NYU Stern School of Business e ex-economista-chefe do Banco Mundial, por investigar como a inovação tecnológica requer condições especificas para surgir e prosperar.

Ele foi o primeiro a inverter uma linha clássica de investigação acadêmica e lançou as bases da teoria do crescimento endógeno, que gerou novas pesquisas sobre os regulamentos e políticas que incentivam novos projetos.

Neste ano, o Nobel de Economia, oficialmente chamado de “Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel”, celebra 50 anos.

** Com informações do G1 e da Folha de S.Paulo