Pesquisa cria pomares de espécies nativas para reflorestar a Mata Atlântica

(Foto: Pixabay)

Pesquisadores da Embrapa Agrobiologia desenvolvem pomares de espécies nativas para superar geneticamente a baixa oferta de sementes e mudas, um dos principais obstáculos para a restauração florestal.

O objetivo é restaurar 12,5 milhões de hectares de reserva legal e de preservação permanente do bioma, segundo estimativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Para a pesquisadora da Embrapa, Juliana Müller, a formação dos pomares é uma ação fundamental para recuperar a floresta. Estudos apontam que a baixa qualidade genética das sementes influencia no desempenho das árvores e pode afetar a sustentabilidade do plantio, tornando-o mais suscetível a pragas e doenças, e menos capaz de se adaptar às mudanças climáticas.

Para garantir um lote com qualidade genética é necessário coletar sementes de, no mínimo, 25 árvores, em mesma área da floresta.

O estudo da Embrapa monitora o rendimento operacional de atividades de coleta e beneficiamento de 12 espécies florestais da família das leguminosas, com potencial para uso em recuperação de áreas degradadas, como o Jatobá, o Pau-amarelo e o Pau-de-bálsamo.

Os pesquisadores também pretendem elaborar protocolos para cada espécie e auxiliar o trabalho de produtores de sementes e mudas florestais, conhecer os melhores métodos para conservação por um maior período, reduzir perdas e possibilitar o plantio em qualquer época do ano.

Para atender a meta do Ministério do Meio Ambiente até 2030, seriam necessárias 4,4 toneladas de sementes por ano, com um custo que pode chegar a R$ 63 bilhões.

** Com informações da Embrapa