Você sabe o que é presença transportada?

Estar em cinco lugares diferentes, em vários países, sem sair de casa num dia de trabalho; o professor transmitir sua aula de qualquer parte do mundo para sua classe, sem prejuízo curricular; ou uma cirurgia que poderá ser realizada por um médico especialista que está em férias num safari na África, com sua equipe preparada e integrada virtualmente, na sala de cirurgia. Esse é o futuro de presença virtual projetado por alguns cientistas visionários, através de uma tela de led, tv com muitos “Ks” ou projeção em alta definição, para a maioria das pessoas que viverá nas grandes cidades nos próximos 20, 30 anos.

De um modo mais simples, a chamada telepresença pode ser interpretada pelo recurso que o Jornal Nacional utiliza para aproximar a moça do tempo, que está em SP ao estúdio no RJ; ou seus correspondentes internacionais em outro fuso horário.

Algumas pesquisas trabalham essa solução em ambientes virtuais, como business. Mas outros cientistas querem que esse recurso seja aplicado em nosso dia-a-dia, pensando em um novo estilo de vida, menos estressante, mais sustentável, nas próximas duas décadas.

Assim o executivo, o técnico, o gerente e o dono do negócio poderão fazer suas reuniões, sem precisar sair de casa, economizando tempo, combustíveis, minimizando a emissão de carbono e o aquecimento global. Menos carros nas estradas, menos pessoas nas ruas, nos coletivos ou metrô; menos gente consumindo energia nos escritórios e nas fábricas.

Nossa presença virtual poderá se dar por teleimagem ou holografia, além do mundo sintético. Não estou falando de videoconferência, onde o coletivo predomina, mas  um passo adiante, onde o cotidiano, a rotina de quem vai do trabalho, a reunião de condomínio ou escola – principalmente no caso de filhos de pais divorciados – será simplificada ao extremo. Basta o equipamento certo par projetar e receber as imagens, uma banda larga expressiva e microfones adequados.

Isso já acontece em dezenas de milhares de salas preparadas no Brasil e no mundo corporativo. Economizar tempo e recursos naturais: esse é um momento importante que nos aguarda. Quem terá que se reinventar são as empresas de serviços, como as companhias aéreas, que perderão milhares de acentos em seus voos por ano.

O Sistema de telepresença foi desenvolvido também na Escola Politécnica da USP, para ambientes em 360º, capaz de projetar imagens em movimentos.  Há uma tese de doutorado sobre isso, elaborada por Osvaldo Tsan. Visite a OCA, vale a pena conhecer.

 Veja o vídeo: