Pesquisadores correm para desenvolver bioplástico

(Foto: Freepik)

Palha, lascas de madeira e restos de comida são algumas das matérias-primas utilizadas por pesquisadores para tentar substituir o petróleo e criar um novo tipo de bioplásticos.

Desde os anos 50, foram produzidos 8 bilhões de toneladas de plástico no mundo e a demanda continua a aumentar.

Apesar de alguns resíduos plásticos serem reciclados, muitos são incinerados para produzir eletricidade e, consequentemente, aumentam as emissões de carbono. Já o plástico feito a base de plantas, libera apenas o carbono que as plantas absorveram do ar à medida que cresciam.

Segundo o professor da Universidade de York, Simon McQueen-Mason, usar vegetais como matéria-prima é viável e é possível substituir metade das garrafas plásticas do país usando 3% da colheita de beterraba açucareira, 5% de palha de trigo ou 2,5% de resíduos alimentares.

“Estas são as escalas que precisaríamos para ver uma substituição em larga escala de plásticos à base de óleo. É algo que seria prático no Reino Unido, e estamos falando de uma grande oportunidade econômica “, disse ele.

Algumas empresas estão usando chicória e alcachofra para fabricar bioplásticos, por conter frutose, a substância mais próxima das químicas necessárias na produção.

As novas abordagens incluem até a modificação genética de bactérias para gerar produtos químicos. A Universidade de Warwick, em parceria com a empresa Biome Technologies, está usando a bactéria Rhodococcus para quebrar a lignina, material resistente que dá força às árvores e outras plantas e um dos principais produtos residuais na fabricação de papel, que pode ser uma alternativa.

** Com informações do The Guardian