Primeira telha fotovoltaica de concreto está em teste em Santa Catarina

Imagem ilustrativa (Foto: Pixabay)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Eternit, empresa brasileira especializada em matérias-primas para a construção civil, assinaram um acordo de cooperação técnica para testar a aplicação da primeira telha fotovoltaica de concreto.

Chamada de Tégula Solar, as telhas de concreto prometem ser uma tecnologia vantajosa para os consumidores. Cada telha tem capacidade de produção média de 1,15 kilowatts hora (kWh) por mês.

A aplicação das telhas pode reduzir entre 10% e 20% o gasto para comprar a tecnologia, em comparação aos painéis fotovoltaicos convencionais. Além de se adequarem a estética do telhado.

O acordo entre a Eternit e a UFSC marca o início dos testes avançados de durabilidade e exposição ao ar livre das telhas no laboratório da UFSC. A instituição testará as telhas em diversos aspectos, como produção de energia, rendimento, perdas e segurança.

“O objetivo [dos testes] é comprovar o desempenho e a durabilidade dos produtos quando submetidos à exposição ao ar livre em ambientes litorâneos, garantindo uma longa vida útil, acima de 20 anos”, explica Luiz Antonio Lopes, gerente de Desenvolvimento de Novos Negócios da Eternit.

Além da telha de concreto, também está em fase de desenvolvimento telhas fotovoltaicas em fibrocimento, material feito com fibras de amianto e cimento.

Atualmente, há uma produção em pequena escala para testes laboratoriais. A expectativa é que o produto seja instalado em projetos-piloto ainda no segundo trimestre deste ano.

O presidente do Grupo Eternit, Luís Augusto Barbosa, estima que serão produzidas cerca de 90 mil telhas solares de concreto na fábrica em Atibaia (SP) por mês e também produzirá o modelo em fibrocimento. As telhas fotovoltaicas devem ser comercializadas a partir do segundo semestre.

O marketshare da empresa na comercialização de telhas no sul do país é de 30% do mercado.