Pesquisadora desenvolve filme biodegradável com fécula de cará

(Foto: Carolina Diniz/ G1AM)

A pesquisadora Ana Cecília Nina Lobato viu no cará uma possibilidade para desenvolver um filme biodegradável a partir da fécula da fruta, matéria-prima de fácil acesso no Amazonas.

O projeto, que teve início em 2017, testou diferentes tubérculos, como inhame e batata-doce, para desenvolver o biofilme. O objetivo é manter a qualidade e conservação dos alimentos embalados e reduzir o uso de embalagens convencionais.

A fécula de cará misturada com água, amido e uma pequena concentração de glicerol resultou em uma película flexível, resistente, comestível e que pode apresentar várias espessuras. A substância na fase gelatinosa também pode ser usada para revestir e aumentar a durabilidade de frutas.

A pesquisa revelou que o biofilme manteve grande parte das propriedades nutritivas do cará roxo em sua composição, como os minerais, o alto valor energético e a diogenina, fito-hormônio que auxilia na prevenção de doenças, redução de peso e regulação hormonal.

O biofilme está em fase de patenteamento e posteriormente será colocada à disposição das indústrias interessadas na produção em grande escala. Ainda não há uma previsão de lançamento no mercado.

** Com informações do G1