Você sabia que o Movimento Orgânico começou nos anos 40 do século XX?

Em 1944, a Revolução Verde foi lançada no México (com o financiamento privado de os EUA) para desenvolver plantas híbridas, controles químicos, irrigação em grande escala e mecanização pesada na agricultura em todo o mundo.

Durante os anos 1950, a agricultura sustentável foi um tema de interesse científico, mas discutiam a escassez de alimentos em todo o mundo, pelo aumento da população. Nos EUA, começavam a usar os métodos de produção biológica.

Em 1962, com os conhecimentos dos efeitos do DDT e outros pesticidas no ambiente, inicia-se, nos Estados Unidos, o movimento ambientalista. Na década de 1970, os movimentos globais preocupados com a poluição e o meio ambiente, a distinção entre alimentos orgânico e convencional tornou-se mais clara, incentivando o consumo de alimentos produtos localmente através de slogans como “Know Your Farmer, Know Your Food”.

KYF_compass

Em 1972, a Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Orgânica ( IFOAM ) foi fundada em Versailles (França) para difundir as informações sobre os princípios e práticas de agricultura orgânica. Nos anos 1980, começam a discussão sobre os efeitos colaterais dos métodos não-orgânicos e as vantagens dos orgânicos. Em 1984, foi estabelecido o serviço de certificação orgânica nos Estados Unidos.

Na década de 1980, em todo o mundo, grupos de agricultores e de consumidores pressionaram pela regulamentação governamental da produção orgânica. Nos Estados Unidos, a Lei de Produção de Alimentos Orgânicos encarregou o USDA com o desenvolvimento de normas nacionais para produtos orgânicos. O mercado desse segmento cresce dois dígitos desde então.

Nos anos 90, após a grande discussão realizada na ECO 92 (Rio de Janeiro), quando foram estabelecidos os parâmetros iniciais de defesa do clima, ONGs de todo o mundo começaram a produzir informação sobre segurança alimentar, saúde plena e combate ao uso indiscriminado de pesticidas na produção de alimentos em geral. Isso fortaleceu a primeira etapa do movimento orgânico, com as determinações da Federação Internacional de Agricultura Orgânica – IFOAM.

Na virada para o século XXI, a discussão passou a ser como ampliar as áreas de agricultura orgânica e como agir para que rótulos e procedimentos da indústria fossem mais seguros à saúde da população. Essa preocupação avançou e se ampliou com o debate sobre as mudanças climáticas, ocorridos na Rio+20 e com a elaboração do Protocolo de Kioto.

O movimento orgânico se tornou relevante e passou a ser discutido como política pública por muitos países, incluindo o Brasil.