Como manter o equilíbrio emocional face às adversidades da vida?

(Foto: Pixabay)

Os Jogos Olímpicos de 2012 (Londres) serviram de inspiração para o psicólogo Miguel Lucas, que observou e analisou tudo o que acontece com um competidor que chega a um evento desse porte, cheio de expectativa e pode sair vencedor ou derrotado.

Não poderia existir melhor cenário para se entender que a necessidade de um enorme equilíbrio emocional é necessária para colocar em competição o melhor que cada atleta tem dentro de si. No entanto, este é um evento onde os atletas vão participar numa situação vantajosa, onde se apresentam motivados pela ideia de irem concretizar num desempenho quatro anos da sua dedicação diária, na qual se vão desafiar a si mesmos, tentando levar para os seus países os melhores resultados possíveis.

Até à véspera da competição os Jogos são encarados com espírito positivo, mas, o que dizer, após o descalabro que alguns atletas vão viver? A decepção, o fracasso, a falha, a lesão, o orgulho ferido, a esperança de um país deitada por terra. Como superar a desilusão? Como manter o equilíbrio emocional perante a adversidade da vida? Todos, sem exceção, debatemo-nos em algum momento das nossas vidas com a adversidade. Vimos a nossa zona de conforto ser abalada, os objetivos caírem por terra, os nossos pensamentos ficam confusos, instalam-se pensamentos negativos e emerge algum tipo de sofrimento.

Na sequência do sofrimento, seja por perda, por desilusão, por fracasso, por abalo, por trauma, é muito comum sofrer-se de algum tipo de ansiedade ou em outros casos, instalar-se um estado deprimido. Estas são reações normais e comuns na presença da adversidade, e podem ser funcionais e adaptativas, mas apenas o tempo necessário para perspectivar um caminho para a solução. Claro que cada pessoa reage de forma diferente. Mas certamente muitos de nós, podemos ficar presos em comportamentos, sentimentos e pensamentos que em nada contribuem para o reequilíbrio emocional. Perante as dificuldades da vida, algumas das nossas formas de lidar com a adversidade são muito mais destrutivas e prejudiciais do que assertivas e funcionais.

FONTE: Miguel Lucas – Psicologia Positiva