Chikungunya é mais letal do que a dengue e a zika

(Foto: Wikimedia Commons)

A Febre Chikungunya foi responsável por mais mortes em 2017 do que a dengue e o zika vírus juntos, revela novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira (24).

De acordo com o levantamento, foram registradas 173 mortes por chikungunya, 141 por dengue e 8 mortes por zika.

Apesar do número de óbitos por chikungunya ser maior do que as outras duas doenças, o número de casos é menor. Foram registrados mais de 252 mil casos prováveis de dengue, contra 185.737 casos de chikungunya. Isso significa que a chikungunya é mais letal do que a dengue.

Regiões

A região Nordeste contabilizou a maioria dos casos de dengue e chikungunya, já os casos de zika ficaram concentrados no Centro-Oeste e no Norte.

Em relação a dengue, foram registrados 86.386 casos na região Nordeste, seguida pelo Centro-Oeste (78.729), Sudeste (59.601), o Norte (22.660) e o Sul (4.678 casos). Os estados com maior incidência estão: Goiás, Ceará e Tocantins.

Nos casos de chikungunya, a região Nordeste apresentou 142.131 casos. Em seguida, aparecem as regiões Sudeste (22.984 casos), Norte (16.570 casos), Centro-Oeste (3.679 casos) e Sul (373 casos). O Ceará foi o estado com maior incidência, seguido por Roraima e o Tocantins.

Em 2017, foram registrados 17.452 casos de Zika Vírus, que apresentou maiores taxas de incidência nas Regiões Centro-Oeste e Norte. Entre os estados, Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Roraima tiveram a maior incidência, respectivamente. Também foram confirmados dois óbitos nos estados de São Paulo e Rondônia.

Febre amarela

Apesar da preocupação com o aumento no número de casos, a febre amarela não foi incluída neste boletim.

A febre amarela silvestre, que está em circulação no país, não é transmitida pelo Aedes aegypti. O mosquito, transmissor da dengue, chikungunya e do zika vírus, transmite a febre amarela urbana, que não ocorre no Brasil desde 1942.

Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmados 130 casos e 53 óbitos por febre amarela entre julho de 2017 e 23 de janeiro de 2018.

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