Combate ao Aedes aegypti mobiliza novamente a sociedade

(Foto: Wikimedia Commons)

O governo federal promove até esta sexta (27) a Semana Nacional de Mobilização dos setores da Educação, Assistência Social e Saúde para o combate ao Aedes aegypti, para alertar sobre a importância de combater o mosquito, transmissor da dengue, do zika e da chikungunya.

Mais de 210 mil unidades públicas e privadas, sendo 146.065 escolas da rede básica, 11.103 centros de assistência social e 53.356 unidades de saúde, estão sendo mobilizadas para combater o Aedes.

“Não podemos baixar a vigilância. É melhor eliminar o foco do mosquito do que sofrer as consequências de não ter feito nada. Vamos reforçar, ainda mais, a necessidade de eliminar os criadouros, convocando toda a sociedade para esse trabalho já antes do verão, quando começam as chuvas”, aconselhou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

As doenças transmitidas pelo Aedes aegypti deixaram o Brasil em calamidade pública. Para o ministro, o combate ao mosquito é o maior desafio de saúde pública do país.

Em 2015, mais de 1,64 milhão de pessoas tiveram dengue. De outubro de 2015 a dezembro de 2016, 2.289 casos de microcefalia foram registrados. Ao final de 2016, os casos de febre chikungunya tiveram um aumento de 627%, em relação a 2015.

Para prevenir que ocorra uma nova epidemia, o governo está adotando medidas de conscientização sobre o Aedes aegypti. Cada estado e município têm autonomia para definir quais ações serão realizadas para mobilizar as áreas, como mutirões de limpeza, distribuição de materiais informativos, realização de rodas de conversas educativas, oficinas, teatros e gincanas.

“Campanhas como essa são essenciais para combater o mosquito, porque estimulam a participação da população. A comunidade precisa ter consciência e participar de ações de prevenção a essas doenças. Precisamos estar unidos para vencer essa batalha”, ressalta o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Para saber como combater o Aedes aegypti, ouça os podcasts do ONB.