Cuidados redobrados contra o Aedes aegypti no Carnaval

(Foto: Pixabay)

Onze estados brasileiros estão em estado de alerta desde o início do ano para uma epidemia de dengue em 2020, informou Rodrigo Said, coordenador-geral de Vigilância em Arboviroses do Ministério da Saúde.

Foram notificados 94.149 casos prováveis de dengue no país entre 29 de dezembro de 2019 e 01 de fevereiro e 2020, sendo 682 confirmados, 149 em investigação e 14 óbitos.

Até o momento, a região com maior incidência é o Centro-Oeste, com mais de 105 casos por 100 mil habitantes. Seguido pelas regiões Sul (85,36/100 mil habitantes), Sudeste (46,56/100 mil habitantes), Norte (28,68/100 mil habitantes) e Nordeste (8,58/100 mil habitantes).

Os estados do Acre, Mato Grosso do Sul e Paraná são os que se destacam, com mais de 200 casos a cada 100 mil habitantes.

O Ministério ressalta que a incidência dos casos de dengue voltou a ser endêmica a partir de janeiro, dados que confirmam a previsão de que o Brasil terá uma nova epidemia em 2020. Dezenas de municípios em diversas regiões já decretaram epidemia, como Foz do Iguaçu (PR), Presidente Prudente (SP) e Sorocaba (SP).

Sobre a Chikungunya, 3.439 casos foram notificados, com maior incidência na Região Sudeste e Nordeste. Já o Zika vírus, teve 242 casos notificados no país.

Como saber se está com dengue?

A doença pode manifestar sintomas mais fraco ou mais graves. Os sintomas iniciais são: Febre alta com início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, que piora com o movimento deles; perda de paladar e apetite, náuseas e vômitos, extremo cansaço, manchas e erupções avermelhadas na pele semelhantes ao sarampo ou rubéola, principalmente no tórax e membros superiores, moleza e dor no corpo, e dores nos ossos e articulações.

Como combater e prevenir as doenças?

A dengue, o zika vírus e a febre chikungunya são transmitidos pelo Aedes aegypti, mosquito que se prolifera em ambientes quentes e com água limpa parada. Por isso, é importante tomar as seguintes precauções:

– Eliminar qualquer local que possa acumular água parada: o Aedes gosta de água limpa e parada para depositar os seus ovos, que se transformarão em lavas e, em 10 dias, em novos mosquitos. O Ministério da Saúde recomenda que sejam eliminados os pontos, pelo menos, uma vez por semana.

Para eliminar os pontos, deixe pneus e garrafas sempre virados de cabeça para baixo em um local seco e coberto e não seja possível o acúmulo de água. Os pratinhos, que ficam embaixo dos vasos de plantas, também são um local que o mosquito gosta. Por isso, coloque areia nos pratinhos para evitar o acúmulo de água. Caixas d’água e piscinas sem tratamento de água com cloro devem ser fechadas.

– Instale mosqueteiro nos quartos ou telas protetoras: essas redes são boas opções para proteger quem está dormindo ou quem trabalha em locais abertos.

– Usar repelente: Em áreas abertas, que tenham muitos mosquitos e possa ter um local favorável à proliferação, utilize repelente, principalmente nas pernas e pés. O Aedes prefere picar membros inferiores, como pés e tornozelos.