Enquanto Dilma lamenta, o mundo age

(Foto: Pixabay)

O combate ao mosquito Aedes aegypti recebeu atenção especial de vários países e entidades durante a semana, devido à preocupação de epidemia global do zika vírus.

Nesta sexta-feira (29), a presidente Dilma Rousseff admitiu que o Brasil “está perdendo a luta” contra o mosquito, mas que o país vai “ganhar esta guerra”. A afirmação ocorreu após a reunião com governadores de cinco estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Paraíba – para discutir medidas de combate ao Aedes, transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya.

Segundo Dilma, o governo não poupará gastos e equipamentos para erradicar o mosquito do país. “Não pode faltar dinheiro para essa questão, essa despesa da saúde não sofre contingenciamento. Estamos diante de uma situação internacional que ameaça a saúde pública”, complementou.

Durante a entrevista coletiva, Rousseff defendeu o ministro da Saúde, Marcelo Castro, dizendo que ele fez apenas uma “constatação da realidade”, quando afirmou que o Brasil “perdeu feio” a batalha contra a dengue. As declarações foram consideradas “fatalistas” pelo porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Christian Leiemeier.

Enquanto não há uma vacina, Dilma sugeriu que a sociedade se mobilize para erradicar os criadouros do Aedes aegypti. “Temos que matar o mosquito de preferência antes dele nascer (sic). Depois podemos fazer o fumacê, mas aí já perdemos uma parte da guerra”.

Vacina – a solução

A presidente afirmou, ainda, que na próxima segunda-feira (01/02) começam os testes da última fase da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. O Brasil não é o único desenvolvendo vacinas contra o Aedes. Nesta semana, o presidente americano Barack Obama enfatizou a necessidade de acelerar os esforços para melhorar os testes de diagnósticos disponíveis, desenvolver vacinas e terapêutica, além de garantir que todos os americanos tenham informações sobre o Zika vírus.

Durante reunião da OMS esta semana, em Genebra, sobre o zika vírus, o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, afirmou que o Brasil e os Estados Unidos estão estabelecendo um acordo para desenvolver e produzir uma vacina contra a doença.

Por sua vez, o Canadá pode estar perto de uma vacina contra o zika vírus. Segundo a Agência Reuters, o Laboratório Nacional de Microbiologia do Canadá e a Universidade da Pensilvânia (EUA) estão desenvolvendo uma vacina que pode ficar pronta em novembro deste ano, e que poderá ser utilizada em caso de emergência. De acordo com Joseph Kim, CEO da Inovio – empresa farmacêutica parceira do Laboratório – a agenda de desenvolvimento da vacina é ousada, mas possível.

Em contrapartida, o Instituto Butantan, em São Paulo, prometeu desenvolver a vacina contra o zika vírus “em tempo recorde” – entre três e cinco anos.

Ainda durante a semana, a OMS alertou que o zika vírus se propaga de forma explosiva e já atingiu 23 países, sendo 22 na América Latina e um na África, e deverá se espalhar por todo o continente americano, com exceção do Canadá e do Chile, devido às baixas temperaturas.

Opinião ONB – É muito convercê, pouco fumacê e nenhuma ação concreta. É fácil colocar a responsabilidade na sociedade, no cidadão e na natureza. É preciso que o poder público invista em saneamento básico, limpeza urbana, saúde pública preventiva. Isso vai demorar e não há tempo a perder. É preciso ter MUITA informação e campanhas permanentes de combate aos focos dos mosquitos transmissores de qualquer doença – sejam os aedes, os culex ou qualquer outro nome.

** Com informações do G1, do Estadão e da Agência Reuters.