Mais de 2 milhões de pessoas tiveram doenças ligadas ao Aedes

(Foto: Paulo Whitaker/ File Photo/ Reuters)

Foram diagnosticados 2,175 milhões de casos de infecções, com 846 mortes, relacionadas a epidemia de dengue, chikungunya e zika vírus em 2016. Esta é a constatação do Ministério da Saúde, que divulgou nesta quinta-feira (02), o balanço epidemiológico das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

De acordo com o boletim, a chikungunya foi a que causou mais óbitos no país. Ao todo 196 pessoas morreram, 14 vezes mais do que o registrado em 2015, com 14 óbitos.

A doença afetou principalmente o Nordeste. Sete dos nove Estados apresentaram índices muito altos, com incidência superior a 300 casos por cada 100 habitantes. No Sudeste, o estado do Rio de Janeiro teve a maior incidência de chikungunya, com 108 casos a cada 100 mil habitantes.

Ao contrário da chikungunya, a dengue atingiu todo o país, sendo os estados mais afetados: Minas Gerais (com 2.531 casos a cada 100 mil habitantes); Goiás (com 1.845 casos a cada 100 mil habitantes); Mato Grosso do Sul (com 1.684 casos a cada 100 mil habitantes) e Rio Grande do Norte (com 1.670 casos a cada 100 mil habitantes).

Em relação aos casos de zika vírus, foram confirmados 215.319 e oito mortes. A maior incidência foi no Mato Grosso, 671 casos por 100 mil habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 414 casos, e a Bahia, com 340 por 100 mil habitantes.