Custo com zika vírus chegará a US$ 18 bi para América Latina e no Caribe

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A disseminação do zika vírus na América Latina e no Caribe terá um custo socioeconômico de US$ 7 bilhões a US$ 18 bilhões, o equivalente a R$ 22 bilhões a R$ 56 bilhões, entre 2015 e 2017. É o que revela a avaliação de impacto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Elaborado em parceria com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), o estudo concluiu que a epidemia de zika vírus terá um impacto significativo de curto e longo prazo nas esferas econômica e social. Além de afetar principalmente os países mais pobres da região, assim como os grupos mais vulneráveis de cada nação.

“Além de perdas tangíveis para o PIB e para economias fortemente dependentes do turismo, e a pressão sobre os sistemas de saúde, as consequências em longo prazo do vírus zika podem minar décadas de desenvolvimento social e árduas conquistas no campo da saúde, assim como desacelerar o avanço rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, explicou Jessica Faieta, subsecretaria geral da ONU e diretora do PNUD para a América Latina e Caribe.

Segundo o documento, o Caribe é o mais afetado com um impacto cinco vezes superior ao da América do Sul. Mais de 80% das perdas potenciais em três anos devem-se à redução das receitas do turismo internacional. Estima-se que o setor tenha um potencial de US$ 9 bilhões (aproximadamente R$ 28 bilhões) ou 0,06% do PIB anual.

Países com economias maiores, como o Brasil, devem ter um custo maior, porém os impactos mais severos serão sentidos em países mais pobres, como o Haiti e Belize podem perder em torno de 1,13% e 1,19%, respectivamente, do PIB anual ao enfrentar uma epidemia do vírus.

Os custos indiretos também devem ser substanciais. As estimativas sugerem que a renda perdida devido a novas obrigações com cuidados infantis poderá atingir entre US$ 500 milhões e US$ 5 bilhões (de R$ 1,5 bilhão a R$ 15,5 bilhões) para a região.

Para identificar o impacto do zika vírus, os pesquisadores analisaram os casos do Brasil, da Colômbia e do Suriname. Eles concluíram que as respostas de cada país para combater a doença na região enfrentam desafios, como a capacidade de sistemas de vigilância e diagnóstico, e esforços de prevenção.

As disparidades sociais e a desigualdade também exercem um papel importante no combate ao vírus, já que tornam mais difícil o acesso de grupos mais vulneráveis as respostas governamentais.

A avaliação de impacto também alerta os governos que é necessário fortalecer as estratégias de prevenção e combate regionais e nacionais, envolvendo toda a sociedade, para ter uma resposta mais rápida de reação contra epidemias disseminadas por mosquitos.

Além disso, o relatório recomenda que os programas de proteção e os sistemas de saúde sejam adaptados e reforçados para atingir os mais necessitados.

O relatório “Uma avaliação do impacto socioeconômica do vírus zika na América Latina e no Caribe: Brasil, Colômbia e Suriname como estudos de caso” está disponível na íntegra em: http://www.undp.org/zika

** Com informações da ONU