Estudo encontra evidência de que pernilongo pode transmitir zika vírus

(Foto: Wikimedia Commons)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) encontrou dados concretos de que o pernilongo Culex quinquefasciatus pode transmitir o zika vírus, assim como o mosquito Aedes aegypti.

Desde 2015 quando a epidemia do zika surgiu no Brasil, os pesquisadores acreditavam que o vírus usava mais de um vetor para se propagar no ambiente urbano. A principal hipótese era que o pernilongo, comum nessas áreas, seria o responsável pela expansão do vírus.

Para verificar se a teoria era verdadeira, a Fiocruz fez um sequenciamento genético parcial do vírus encontrado no pernilongo em Recife, em que os pesquisadores encontraram dados consistentes que sugerem a transmissão.

“No Recife, a população de Culex é maior que a do Aedes. A hipótese era que, se o pernilongo fosse um vetor, isso poderia explicar o porquê do zika ter se espalhado com relativa rapidez aqui e no Brasil”, explicou Gabriel Wallau, pesquisador da Fiocruz e um dos autores do artigo ao G1.

O genoma encontrado no mosquito em Pernambuco foi comparado ao sequenciamento coletado em seres humanos infectados. Segundo os cientistas, foram encontradas provas de que o zika vírus pode se replicar na glândula salivar e em outros tecidos do Culex.

Esta é a primeira vez que pesquisadores fazem um sequenciamento genético do vírus a partir do pernilongo. O próximo passo da Fiocruz é mapear o comportamento do pernilongo no meio ambiente para confirmar se o Culex é capaz de transmitir o zika vírus da mesma forma que o Aedes.

** Com informações do G1