OMS confirma que cepa do vírus zika em Cabo Verde foi importado das Américas

(Foto: Wikimedia Commons)

Após sequenciamento do zika em Cabo Verde pelo Instituto Pasteur em Dakar, foi confirmado que o vírus circulando no país é o mesmo encontrado nas Américas – o tipo asiático – e que provavelmente foi importado do Brasil. É a primeira vez que a cepa (linhagem familiar) do zika responsável por surtos relacionados a distúrbios neurológicos e microcefalia foi detectada na África.

“Os resultados são motivo de preocupação porque é mais uma prova de que o surto está se espalhando para além da América do Sul e se encontra à porta da África. Essa informação ajudará os países africanos a reavaliar seu nível de risco e adaptar e aumentar os níveis de preparação”, afirmou Matshidiso Moeti, diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a África.

Como primeiro passo, esses países devem aumentar a comunicação de risco para mulheres grávidas, conscientizando-as sobre as complicações associadas ao tipo asiático do vírus zika e promovendo medidas de proteção para evitar picadas de mosquito, bem como a transmissão sexual. Além disso, os países devem aumentar sua vigilância para a transmissão do vírus e malformações congênitas como microcefalia e Síndrome de Guillain-Barré.

Em funcionamento desde fevereiro de 2016, o Sistema de Gerenciamento de Incidentes sobre o vírus zika em Brazzaville, Congo, e na sede continuará a rever a avaliação dos riscos existentes, aumentar a vigilância, avaliar a capacidade do laboratório de testes, apoiar o engajamento da comunidade e comunicar riscos nos países prioritários. Além disso, a OMS e seus parceiros apoiarão os países da Região Africana a intensificar os esforços de preparação para o início da detecção, confirmação e gerenciamento de potenciais complicações relacionadas ao vírus zika.

Zika em Cabo Verde

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

A partir de 8 de maio deste ano, houve 7.557 casos suspeitos de infecção pelo vírus zika em Cabo Verde. Três casos de microcefalia foram notificados pelo país e um caso relatado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), após ter sido entregue aos Estados Unidos. Até o momento, nenhum caso de Síndrome de Guillain-Barré foi relatado em Cabo Verde.

Fonte: OMS