Toxinas na água contribuíram com a propagação do zika vírus no Nordeste

copo d'água
(Foto: Pixabay)

Pesquisadores brasileiros descobriram que o aumento de casos de zika vírus no Nordeste, em 2015 e 2016, está relacionado com a presença de toxinas na água consumida pela população. O fator também pode ter agravado as malformações congênitas (microcefalia) causadas pela doença.

O estudo, realizado no Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), constatou a presença de saxitoxina (STX) na água, uma neurotoxina liberada por um tipo de bactéria encontrada em reservatórios de água, capaz de acelerar a morte de células neuronais quando expostas à infecção pelo zika.

Para os pesquisadores, a conclusão da pesquisa é um alerta para o Brasil rediscutir os níveis de toxinas e outras substâncias presentes na água e considerados seguros para o consumo humano.

A equipe de pesquisadores foi a primeira no mundo a comprovar que o zika é responsável pela malformação congênita de bebês recém-nascidos. Os pesquisadores começaram a investigar o motivo dos casos de microcefalia eram mais frequentes no Nordeste do que em outras regiões do país.

Entre 2015 e 2019, foram registrados 2.192 casos de microcefalia e outras malformações congênitas pelo vírus zika na Região Nordeste, segundo o Ministério da Saúde.