Vacina contra zika passa pelos primeiros testes

(Foto: Paulo Whitaker/ File Photo/ Reuters)

Os primeiros testes da vacina contra o zika vírus apresentaram resultados promissores.

Desenvolvida pelo Brasil e os Estados Unidos, a vacina tem em sua composição o próprio vírus da zika. Para criar o medicamento, os cientistas alteraram o vírus, sem matá-lo, para que ele continue com a capacidade de gerar uma resposta do sistema imunológico, porém sem causar a doença.

Segundo o médico virologista Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas, a vantagem de usar o vírus vivo atenuado é a sua eficácia com apenas uma dose.

“Vacinas que têm mais de uma dose são difíceis por causa da falta de adesão. É o que ocorre com a vacinação contra HPV em adolescentes, por exemplo. Por isso neste caso se optou pelo vírus vivo atenuado”, explicou Vasconcelos.

Os experimentos em animais terminam no fim do mês e devem ter início em humanos ainda neste ano. Os cientistas estimam que a vacina poderá ser aplicada na população até o fim de 2019.

Outras vacinas contra o zika vírus também estão sendo produzidas, como a vacina de DNA do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), que está na segunda fase de testes em humanos.