Agência dos Estados Unidos diz que glifosato não é carcinógeno

(Foto: REUTERS/ Benoit Tessier/ File Photo)

A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos concluiu que o glifosato, o agrotóxico mais usado do mundo, não apresenta riscos para a saúde humana.

De acordo com a reavaliação regulatória da agência, o uso do herbicida é seguro se for utilizado conforme indicado no rótulo e está dentro dos parâmetros exigidos pela “Lei Federal de Inseticidas, Fungicidas e Rodenticidas”.

O glifosato é um dos agrotóxicos mais usados no mundo e foi desenvolvido pela Monsanto. A empresa foi adquirida por 63 bilhões de dólares pela Bayer em 2018.

Desde 2018, a Monsanto e a Bayer enfrentam milhares de processos de requerentes que alegam ter desenvolvido câncer após utilizar produtos com o glifosato em sua composição.

Com o resultado da EPA, a Bayer ganha mais argumentos para rebater as recentes condenações e indenizações. A empresa mantém o seu posicionamento de que o glifosato e o Roundup são seguros e não são cancerígenos.

“Os herbicidas à base de glifosato são um dos produtos mais estudados do gênero, o que é uma das principais razões pelas quais os agricultores ao redor do mundo continuam confiando nesses produtos”, disse Liam Condon, presidente global da Bayer CropScience.

Novas estratégias

Para tentar fechar acordos em processos nos Estados Unidos, a Bayer pretende considerar uma proposta que proíbe advogados de requerentes envolvidos no litígio de buscar novos clientes

Em outubro, a empresa culpou os anúncios de escritórios de advocacia na televisão pelo o número de reclamantes nos EUA ter mais que dobrado, chegando a 42.700 em apenas três meses.

Uma disposição contratual como a considerada pela companhia poderia resultar em “uma redução drástica no número de acusações”

A Bayer também considera interromper as vendas de glifosato a usuários urbanos, que o aplicam em seus jardins, informou o jornal alemão Handelsblatt.