OMS alerta: agrotóxico Glifosato pode causar câncer

A agência IARC (sigla em inglês da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer), vinculada a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou relatório em que afirma a existência de agentes cancerígenos no agrotóxico Glifosato.

Fabricado pela empresa Monsanto (empresa multinacional de agricultura e biotecnologia) e vendido no Brasil desde 1978, o Glifosato é o mais utilizado do mundo, além de estar presente em 750 produtos diferentes usados como herbicidas, é a principal substância do agrotóxico Roundup.

Em nota oficial, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirma reavaliará o uso do Glifosato e irá acelerar a análise toxicológica do agrotóxico e de outras substâncias similares, diante dos resultados apresentados pela IARC.

O Ministério Público Federal enviou um comunicado a Anvisa, pedindo urgência nos resultados da análise e determina a eliminação do agrotóxico no mercado nacional.

Em alguns países, como os Estados Unidos e o Canadá, o uso do pesticida está sendo reavaliado. Enquanto em outros, como a Holanda e o Sri Lanka, está em andamento à banalização do agrotóxico.

Esta não é a primeira vez que a Monsanto tem um de seus produtos contestados. Há 53 anos, o pesticida DDT foi banido do mercado após a denúncia, feita no livro “Primavera Silenciosa”, da bióloga marinha Rachel Carlson, de que o agrotóxico poderia causar câncer.

monsanto

Uma petição online pede a extinção do Glifosato no mercado para proteger a saúde da população mundial e incentivar a agricultura orgânica. O abaixo-assinado já conta com mais de um milhão de assinaturas. Para participar acesse o link:

https://secure.avaaz.org/po/monsanto_dont_silence_science_loc/?slideshow