Anvisa propõe medidas de segurança para manter agrotóxico no Brasil

(Foto: Pixabay)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu o aval para o 2,4-D, um dos ingredientes ativos presentes em agrotóxicos, continuar a ser vendido no mercado brasileiro.

A proposta foi aprovada após a análise da agência concluir que o produto não causa câncer, mutações e outros danos graves, como má-formações em fetos.

De acordo com o estudo, 42 mil amostras de água coletadas entre 2014 e 2017 foram analisadas e apenas 0,01% apresentou quantidade do produto acima dos limites permitidos.

Em alimentos, foram encontrados produtos acima do limite em 0,5% das 564 amostras de abacaxi, arroz e laranja verificada entre 2017 e 2018.

As medidas incluem: a adoção de margem de segurança de dez metros para uso do produto em regiões onde há população residente próxima a áreas de cultivo; uso obrigatório de equipamentos para evitar que o produto se espalhe além do necessário; e veto à aplicação pela mesma pessoa com o uso de trator.

Desde 2013, o 2,4-D é o segundo ingrediente ativo de agrotóxico mais vendido no Brasil, atrás apenas no glifosato. Segundo o Ibama, cerca de 60 mil toneladas do ingrediente foram comercializadas em 2017.

Produtores de uvas viníferas da região e representantes do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) se reuniram com o Ministério Público Estadual para pedir a suspensão do uso do 2,4-D no Rio Grande do Sul.

Testes realizados pela Secretaria da Agricultura detectaram a presença do agrotóxico em videiras, oliveiras e plantações de frutas em 18 municípios gaúchos.

** Com informações da Folha de S.Paulo