Brasileiros pedem proibição do glifosato em consulta pública

(Foto: FAO)

A maioria dos brasileiros e instituições que participaram da consulta pública sobre o uso do glifosato pedem a proibição do produto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Das 4.602 pessoas que participaram da pesquisa, 50,02% responderam que o glifosato deve ser proibido por causar danos à saúde das pessoas; 36,07% por danos aos animais silvestres; 35% por danos às florestas e matas; 31,4% são contra por estimular o uso de transgênicos; e 24,9% por ser contra o uso de agrotóxicos.

Aproximadamente, 18,4% são a favor da manutenção do uso do glifosato no Brasil; 18% responderam que o glifosato deve ser mantido sem restrição por ser imprescindível para a agricultura e 9,94% disseram que o glifosato deve ser mantido por não causar danos à saúde.

Apesar do resultado, a Anvisa considera muitas respostas sem valor técnico. O objetivo deste campo no formulário foi de de identificar se a contribuição que a pessoa gostaria de fazer estava ou não relacionado ao objeto de regulação. Mas “o percentual de discordância com as propostas não representa um posicionamento absoluto”, como os assuntos ambientais abordados na questão.

A diretoria da Anvisa avaliará os dados da consulta pública e após a análise, um colegiado votará se o agrotóxico deve ou não ser proibido no Brasil.

O glifosato é o ingrediente ativo mais usado na fabricação de agrotóxicos no mundo. Em 2015, foi classificado como “provável cancerígeno” pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

** Com informações do G1