Governo autoriza dois defensivos biológicos para produção orgânica

(Foto: Pixabay)

O Ministério da Agricultura (MAPA) autorizou o registro de mais 27 agrotóxicos para o uso dos agricultores, nesta terça-feira (16). Dois são pesticidas biológicos inéditos com menor grau de toxicidade,  que poderão ser usados na produção orgânica.

O Cerevisane pode ser usado no controle da ferrugem da soja, uma das principais doenças da cultura. O extrato da alga Laminaria digitata é um fungicida bioquímico que será utilizado em alface, tomate, cebola, morango e uva.

Os outros 25 princípios ativos, ou seja, a base do agrotóxico, já estavam liberados no país, são os chamados “produtos formulados equivalentes”. Entre eles estão três defensivos que usam ingredientes ativos biológicos.

O primeiro é formulado à base de Beauveria bassiana para o controle de mosca branca, moleque da bananeira, ácaro rajado e cigarrinha do milho em qualquer cultura onde essas pragas venham a ser encontradas.

Outro produto biológico registrado é à base de Chrysodeixis includens, utilizado como fungicida biológico para diversas doenças fúngicas de solo que atacam os cultivos brasileiros, e o terceiro utiliza Beauveria bassiana e Metarhizium anisoplae para o controle de percevejo marrom e cigarrinha das pastagens em qualquer cultura onde forem encontradas.

Até o momento, foram autorizados 179 produtos em 2020. Do total, 175 registrados são de genéricos: 86 ingredientes químicos de agrotóxicos que são vendidos aos agricultores; 23 pesticidas biológicos vendidos aos agricultores; e 66 princípios ativos para a indústria formular agrotóxicos.