Laudos confirmam presença de agrotóxico em plantações no Rio Grande do Sul

(Foto: Pixabay)

Das 76 amostras coletadas pelo Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (Larp) em 52 propriedades rurais no Rio Grande do Sul, 100% indicaram a presença do herbicida à base de 2,4-D.

Os resultados foram divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), que recebeu 116 denúncias de deriva até a última segunda-feira (25). Ainda estão em análise outras 73 amostras.

Segundo a Divisão de Serviços e Insumos Agropecuários da Secretaria da Agricultura, houve denúncias de deriva, quando o agrotóxico não atinge o local desejado, em 41 municípios, atingindo culturas de tomate, ameixa, couve, videira, noz-pecã, maçã e caqui, em pastagens e cinamomo.

A confirmação acontece após entrar em vigor no Estado novas regras para produtores que usam agrotóxicos. As instruções normativas exigem o cadastro dos aplicadores e declaração de aplicação de agrotóxicos hormonais, regulamenta a venda orientada desses produtos e cria um termo de responsabilidade e risco e cadastro de cultivos sensíveis. 

Desde 05 de julho, 454 declarações de  aplicação do produto, mas registrou que 1.050 produtores rurais adquiriram agrotóxico a base de 2,4-D nos 24 municípios prioritários.

Segundo o promotor de Justiça, Alexandre Saltz, responsável pelo caso, com os resultados das análises será possível “responsabilizar criminalmente quem descumpriu normativas”.

Os produtores rurais podem sofrer autuações, que variam de R$ 2 mil a R$ 19 mil, e sanções nas esferas civil e criminal.

A presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha, Clori Peruzzo, o uso do agrotóxico 2,4-D reduziu pela metade a safra de uva.

** Com informações do Seapdr e do Zero Hora