Não há dose segura de agrotóxico, revela estudo

(Foto: Pixabay)

Estudo encomendado pelo Ministério da Saúde comprova que não há quantidades seguras de agrotóxico, mesmo com uma dose equivalente a um trigésimo do recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A pesquisa analisou dez agrotóxicos de largo uso no Brasil: abamectina, acefato, alfacipermetrina, bendiocarb, carbofurano, diazinon, etofenprox, glifosato, malathion e piripoxifem.

O Instituto Butantã usou a plataforma Zebrafish, metodologia que testa toxinas presentes na água com peixes-zebra. Esses animais possuem uma semelhança genética com seres humanos em torno de 70%, têm um ciclo de vida fácil de acompanhar e são transparentes, o que permite acompanhar o organismo do animal em tempo real.

O glifosato, o melathion e o piriproxifem causaram a morte de todos os embriões de peixes em 24 horas de exposição. Os outros sete pesticidas provocaram a morte em todas os testes. Nenhum peixe se manteve saudável após a exposição.

A diretora do Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada, responsável pela pesquisa, Mônica Lopes-Ferreira, ressalta que apesar de ser um resultado aproximado, a probabilidade dos agrotóxicos causarem problemas à saúde é muito alta.

O Ministério da Saúde e a Anvisa não comentaram os resultados do estudo.

** Com informações da Época Negócios