Estudo do MIT conclui que 50% das crianças terão autismo até 2025

Uma pesquisa realizada pela cientista Stephanie Seneff, do setor de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets), mostrou que um dos efeitos colaterais de toxicidade do agrotóxico Glifosato é semelhante ao autismo.

Ao relacionar o uso do herbicida, fabricado pela Monsanto, em plantações com o aumento do diagnóstico da doença, a pesquisadora concluiu que uma em cada duas crianças será autista até 2025.

Foto: Central Grãos
Foto: Central Grãos

Seneff tem como focos da pesquisa a nutrição e a saúde, em particular, doenças cardiovasculares, Alzheimer e autismo, e o impacto de toxinas ambientais e deficiências nutricionais no ser humano.

Vários pesquisadores e ambientalistas ao redor do mundo são contra o uso do Glifosato. Um artigo da organização American Society for Microbiology (Sociedade Americana de Microbiologia) indicou que o agrotóxico pode diminuir a eficácia dos antibióticos Tetraciclina, Ampicilina e Ciprofloxacina usados no tratamento de sífilis, infecção urinária e pneumonia, respectivamente, pois altera a resposta do sistema imunológico do ser humano as bactérias.

Não é a primeira vez que o pesticida é acusado de causar malefícios à saúde. Em março, a agência IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer), vinculada a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou um relatório em que afirma ter encontrado agentes cancerígenos na composição do herbicida. A Monsanto nega as acusações.