Produtores gaúchos pedem proibição de agrotóxico

(Foto: FAO)

Produtores de uvas viníferas da região da Campanha, no município de Jaguari (RS), e representantes do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) se reuniram com o Ministério Público Estadual, para pedir a suspensão do uso do agrotóxico 2,4-D no Rio Grande do Sul.

O agrotóxico 2,4-D é usado, principalmente, por produtores de soja. Testes realizados pela Secretaria da Agricultura detectaram a presença do agrotóxico em videiras, oliveiras e plantações de frutas em 18 municípios.

Levado pelo ar, o 2,4-D quando entra em contato com outras culturas, atrofia o sistema hormonal. De acordo com os testes, foram verificadas perdas de 40% a 90% em propriedades que cultivam videiras e oliveiras.

Para os produtores, criar áreas de restrição ao agrotóxico não é uma solução a longo prazo e a fiscalização seria inviável devido a quantidade de propriedades.

“Estamos insistindo que a solução é proibir. Somente programas de qualificação para reduzir a deriva não são suficientes. O Deriva Zero começou neste ano por Dom Pedrito e o resultado foi pífio. Sabe-se que 100% das oliveiras e videiras deste município foram afetados pelo 2,4-D”, explica Valter Pötter, proprietário da estância Guatambu.

De acordo com Pötter, os produtores irão elaborar uma lista de produtos que podem substituir o agrotóxico e que não prejudique o plantio de soja.

Até o momento, a promotora Anelise Grehs, do Ministério Público Estadual, está trabalhando em três hipóteses: requerer suspensão judicial da aplicação do agrotóxico; criar um acordo pelo uso de produtos alternativos ou estabelecer zonas de exclusão

** Com informações do Zero Hora