Brasileiro desconhece a presença de açúcar nos alimentos, aponta pesquisa

(Foto: Pixabay)

Pelo menos 37% dos brasileiros ultrapassa a quantidade de açúcar recomendada para uso diário pela Organização Mundial da Saúde (OMS), revelou nova pesquisa divulgada pelo WW Vigilantes do Peso, em parceria com a Opinion Box.
O levantamento entrevistou mais de mil pessoas com idade entre 18 e 50 anos, para avaliar a relação dos brasileiros com o açúcar.
De acordo com a pesquisa, a falta de conhecimento sobre a presença do ingrediente nos alimentos influencia no excesso do consumo. Apenas 23% leem a tabela nutricional dos alimentos com regularidade (sempre lê ou quase sempre lê) e 32% leem às vezes, enquanto 21% respondeu que nunca lê e 24% raramente lê.
A maioria dos consumidores não sabem claramente quais alimentos possuem açúcar na composição. Para 93%, alimentos como bolos e torta possuem açúcar, este índice cai para 45% em relação ao macarrão e as massas em geral. Os carboidratos comuns ainda tiveram uma das maiores taxas de consumo semanal dos respondentes (52%), ao lado de outros produtos com açúcar, como doces e biscoitos (53%).
Dos 77% dos respondentes que consomem arroz, feijão e grãos, apenas 28% possuem a percepção do açúcar nesses alimentos.
“A OMS considera não só o açúcar que conseguimos ver, como o que adoça o café ou está nas receitas de doces, mas também o que está nos alimentos natural ou artificialmente. Ou seja, o índice de 37% não contabiliza o total de pessoas que ultrapassa a recomendação diária já que, muitas vezes, não sabem quais alimentos contém a substância”, avalia o nutricionista do WW Vigilantes do Peso, Matheus Motta.
Outro problema para a falta de conhecimento sobre a presença de açúcar nos produtos é que a indústria de alimentos brasileira não é obrigada a reportar se o ingrediente está presente. São usados termos como sacarose, maltodextrina, glucose ou xarope de milho.
A pesquisa também constatou que a alimentação de 43% dos entrevistados “piorou” ou “piorou muito” durante o isolamento social. Eles consumiram alimentos com alta concentração de açúcar, como chocolates (21%), bolos e tortas (17%), e pães (32%).
A ansiedade aumenta o consumo de alimentos ricos em açúcar. Fatores emocionais e a correria do dia a dia aumentam a ingestão destes produtos. Cerca de 67% têm uma alimentação “pior” quando estão com pressa e 57% quando estão ansiosos.
O consumo excessivo de açúcar colabora com o desenvolvimento de diferentes doenças no corpo. Entre os respondentes da pesquisa, 91% entendem que consumir muito açúcar pode potencializar o surgimento de diabetes; 80% veem a obesidade como um dos principais problemas e 71%, a cárie nos dentes.