Governo quer impedir venda de alimentos ultraprocessados em escolas públicas

(Foto: Reprodução)

Nesta terça-feira (25), os ministérios da Saúde e da Educação anunciaram que pretendem impedir a venda de alimentos ultraprocessados nas escolas públicas, como salgadinhos e refrigerantes.

O objetivo é ampliar o monitoramento da obesidade entre crianças e jovens, e impedir que a doença avance no país. Para isso, equipes de saúde irão, pelo menos uma vez ao ano, conferir o estado nutricional dos alunos da educação básica. Os estudantes que apresentarem obesidade ou sobrepeso poderão ser encaminhados para acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente, 33,5% das crianças e adolescentes no Brasil estão com excesso de peso. Do total, 8,9% são obesos, de acordo com o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica) publicado em 2015.

O governo também irá propor às escolas que criem ações para reforçar o veto à venda de alimentos industrializados em lanchonetes nas escolas, apesar de já ser proibido o uso de recursos públicos para oferta de alimentos que não sejam saudáveis.

“O aluno passa muito tempo dentro da escola em ambientes fechados. Quando tem muita oferta de refrigerante, salgadinhos, biscoitos recheados, eles passam a querer comprar e consumir mais esses alimentos”, explicou Michele Lessa, coordenadora de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, ao jornal Folha de S.Paulo.

“Queremos que ao redor das escolas essa venda de alimentos ultraprocessados, com alto teor de sódio, açúcar e gorduras seja substituída para alimentos assados e sucos, por exemplo, com oferta de materiais [de orientação] e conscientização de pais e professores”, complementou.

A medida conjunta faz parte da nova etapa do programa Saúde na Escola, que surgiu em 2007, que contará com mais 11 ações para prevenção de doenças e promoção da saúde, como o combate ao mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya – e ampliar o monitoramento das cadernetas de vacinação.

Os municípios e as suas respectivas redes de ensino devem decidir se vão aderir ao programa. A meta é investir R$ 89 milhões e alcançar 144 mil escolas ainda em 2017. O valor será dividido conforme a adesão e o tamanho de cada escola.

** Com informações da Folha de S.Paulo.