Indústria de alimentos fatura R$ 700 bilhões em 2019 e escolha por saudáveis cresce

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Considerando exportações e vendas para o mercado interno, a indústria nacional de alimentos e bebidas atingiu R$ 699,9 bilhões em 2019, um crescimento de 6,7% em relação a 2018, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA). O faturamento representa 9,6% do PIB.

Os investimentos alcançaram R$ 22,3 bilhões, o que representa 3,2% do faturamento total do setor, dedicados a projetos de modernização e expansão de fábricas, P&D e desenvolvimento de novos projetos.

No ano passado, houve um aumento de 2,3% em vendas, o melhor índice desde 2003. O mercado interno, que considera varejo e food service (alimentação preparada fora do lar), foi responsável por 6,2% do crescimento.

As carnes tiveram o maior número de vendas, seguidas pelos derivados de cereais, chá e café; desidratados e supergelados; e o grupo de diversos, como molhos, temperos e condimentos.

Em contrapartida, as vendas de açúcar, óleos e gorduras, e derivados de frutas e vegetais caíram. Os dados confirmam a mudança nos hábitos dos consumidores, que buscam cada vez mais alimentos saudáveis e sustentáveis.

Atualmente o Brasil é o 4º colocado em consumo de alimentos saudáveis no ranking global e movimenta US$ 35 bilhões por ano, segundo dados do Euromonitor. Nos últimos cinco anos, o crescimento do setor de alimentos e bebidas saudáveis foi, em média, de 12,3% ao ano e entre 2012 e 2017, cresceu 58,3%.

Cerca de 36% dos brasileiros aceitariam pagar mais caro por orgânicos, em relação aos convencionais, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O segmento de orgânicos movimentou R$ 4,5 bilhões no país no ano passado, representando um crescimento entre 10% e 15%, estima o Organis, entidade setorial dos orgânicos.