Sementes transgênicas reduzem a biodiversidade

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Um estudo do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (Imeecc) da Unicamp reforça os argumentos dos riscos à biodiversidade pela contaminação das lavouras pelos transgênicos. “Com o tempo, a coexistência desses dois tipos de lavouras deve levar à queda na produtividade de ambas. Porém, a redução será bem maior na variante natural”, afirma o matemático e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Rinaldo Vieira da Silva Júnior, autor do trabalho para seu doutoramento.

É o caso do eucalipto, por exemplo, trazido da Austrália, que altera o solo. Espécies que não são do nosso bioma trazem impacto. “Estima-se que no caso de uma planta alterada artificialmente em laboratório deve ser bem pior; o impacto seja bem maior”.

O prejuízo é grande porque variedades naturais poupam o solo do desgaste ao mesmo tempo que produzem bem.  Já as geneticamente modificadas, desequilibram o solo e, com agrotóxicos, prejudicam a saúde humana e ambiental, além de serem protegidas por patentes, caras e controladas pela indústria.

Catástrofes

O coordenador do grupo de trabalho sobre agrotóxicos e transgênicos da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), o agrônomo Leonardo Melgarejo, considera que, apesar da necessidade de mais estudos, com simulação de condições mais realistas, o trabalho é oportuno porque abre caminho para a antecipação de informações. “Podem significar a diferença entre antecipar catástrofes ou conhecê-las só após terem ocorrido. Algo como dirigir usando o farol de milha ou o retrovisor”, compara.

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