Brasil terá três epidemias de doenças simultâneas nos próximos meses

(Foto: Renata Momoe/ ASCOM MS/ Divulgação)

O secretário de Vigilância da Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, alertou, que o Brasil sofrerá com três epidemias simultaneamente: Coronavírus, Dengue e H1N1. Esta última está próxima de atingir o seu pico.

“Temos desafios enormes ainda porque o país está entrando na sazonalidade de vírus respiratórios, como a Influenza A e B. Teremos, pelo menos, três epidemias simultâneas: o Coronavírus, que é uma novidade.  Teremos a Influenza, que acontece todo ano. E teremos também o pico de dengue”, afirmou Oliveira em entrevista coletiva.

Até às 17h de quinta-feira (26), foram registradas 77 mortes e 2.915 casos do novo Coronavírus no Brasil. Deste total, 1.665 estão na Região Sudeste, 457 no Nordeste, 392 no Sul, 275 no Centro-Oeste e 126 na Região Norte.

São Paulo é o estado com maior número de casos e óbitos, com 1.052 e 58 mortes, respectivamente. Seguido pelo Rio de Janeiro (421), Ceará (235), Distrito Federal (200) e Minas Gerais (153).

Com a gravidade da pandemia do novo Coronavírus, o secretário sugeriu que a população aproveite a quarentena e o isolamento social para limpar seus quintais e prevenir a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya.

A incidência dos casos de dengue no início de 2020 segue a tendência de 2019, quando houve uma alta de 488% em relação ao ano anterior, porém ainda está “dentro do nível esperado” pelo Ministério da Saúde.

Segundo a pasta, até o dia 14 de março, o número de pessoas com dengue ultrapassou 390 mil, o equivalente a 185,9 casos a cada 100 mil habitantes. Foram confirmados 257 casos graves de dengue e 106 óbitos. Outras 182 mortes ainda estão em investigação..

Em Mato Grosso do Sul, um dos estados com maior incidência da doença no país, são notificados, em média, 1 casos a cada 3,3 minutos e 431 casos por dia, de acordo com a secretaria estadual de Saúde.

Enquanto os casos de Chikungunya e Zika Vírus estão abaixo do registrado no mesmo período de 2019, com 11.453 e 1.395 casos, respectivamente.

O Ministério da Saúde antecipou a campanha de vacinação, que estava programada para 13 abril, para o dia 23 de março. A prioridade são idosos e trabalhadores da saúde.