Entrevista

Chef quer implantar gastronomia regional sustentável no mercado americano

Matéria do caderno Paladar, do jornal O Estado de S.Paulo, traz uma entrevista com o Chef Dan Barber, americano responsável pelo movimento farm to table, que prega a compra de alimentos e ingredientes de produtores locais, promovendo uma gastronomia regional para gerar sustentabilidade na agricultura orgânica familiar.

A entrevista é bem interessante e vale ser lida, pois ele faz uma reflexão sobre o que estamos comendo e como vamos realmente mudar hábitos alimentares para ter saúde e combater o transgênico, diminuir o sódio nos produtos industrializados e conscientizar as pessoas a comer melhor.

O que devemos fazer para conseguir mudar isso tudo?
Quando comemos, quando plantamos e cultivamos, de alguma forma perturbamos o mundo natural e temos que ter responsabilidade sobre isso. A questão é como comer e plantar de modo a perturbar a natureza de forma elegante, inventiva, branda.

As escolhas do consumidores são portanto uma arma efetiva para mudar o sistema alimentar?
Sim, claro! Em última instância são eles os principais atores nesse movimento. Mas devem ser educados. E o melhor que chefs podem fazer é agir como curadores, mostrando o que é boa comida ao consumidor, educando, inspirando.
Qual é o problema central do movimento farm-to-table. Você vê atualmente chefs revendo essa postura?
Vejo mais e mais chefs atentos ao seu ambiente, à sua região, ao menos aqui nos Estados Unidos, mas acho que no mundo todo. Vejo-os pensando em como expressar sua região pela comida. E vejo as pessoas que frequentam restaurantes mais interessadas por isso. Assim, se chefs e comensais buscam isso, estão, por definição, criando um padrão de comer que é a representação de uma região. E, portanto, sendo menos seletivos, fazendo menos a “escolha da cerejinha” (cherry-picking).

 

Acesse a matéria na íntegra – http://blogs.estadao.com.br/paladar/ele-quer-mudar-o-mundo/