Como se proteger da febre amarela! Conheça os mitos e verdades

(Foto: Divulgação/ Prefeitura de Campos)

O Brasil enfrenta o pior surto de febre amarela silvestre das últimas décadas. Apenas no primeiro semestre do ano passado, foram confirmados 777 casos em 21 estados e no Distrito Federal.

Para evitar que a doença continue a se expandir, o governo federal iniciou uma campanha de vacinação para imunizar 20,6 milhões de pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia até março.

A Febre Amarela é uma doença infecciosa, que pode causar sintomas, como: febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, fadiga, náuseas, vômitos, insuficiência hepática e renal, podendo evoluir para paradas cardíacas e causar o óbito. Se você apresenta ou conhece alguém com estes sintomas, por favor, procure o médico.

Há dois tipos da doença: o Silvestre, quando a doença é transmitida pela picada dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, e os seres humanos podem adquirir o vírus esporadicamente quando residem ou adentram na mata e são picados por um mosquito infectado.

E o urbano, quando a transmissão se dá pela picada do Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, zika e chikungunya.  O último caso de febre amarela urbana no Brasil ocorreu em 1942, no Acre.

A vacina é a principal forma de prevenção da febre amarela e é recomendada a adultos, que devem tomar uma única dose, e em crianças, sendo uma dose aos 9 meses e outra dose de reforço aos 4 anos.

Apesar de a vacina ser considerada segura, a vacina não é recomendada a: gestantes, idosos, pessoas em quimioterapia ou em determinados tratamentos de saúde e que estão como a imunidade baixa pelo risco de reações graves ao medicamento.

O Ministério da Saúde orienta que esses grupos se protejam das picadas usando camisas de mangas longas e calças compridas, mosquiteiros e repelentes, e se possível, telas antimosquitos para os cômodos da casa.

Confira abaixo os mitos e verdades sobre a febre amarela:

Se não moro na área de recomendação da vacina ou não vou me dirigir a essas áreas não preciso me vacinar.

Correto. A recomendação para a vacinação é direcionada as pessoas que residem ou vão se deslocar para as áreas com recomendação para vacinação e áreas com recomendação temporária para vacinação. Para mais informações, clique aqui.

Nenhuma grávida deve ser vacinada contra febre amarela

Mito. A vacinação não está indicada as gestantes. No entanto, na ocorrência de surtos da doença, epidemias ou viagem para área com risco de contrair a doença, a grávida deverá ser avaliada pelo serviço de saúde, considerando o risco/benefício da vacinação.

É importante ressaltar que as demais vacinas definidas no Calendário Nacional de Vacinação para a gestante devem ser administradas durante a gravidez, pois são seguras e trazem proteção para a gestante e o filho.

Mulheres que estão amamentando não devem se vacinadas contra febre amarela.

Mito. As mulheres que estão amamentando bebês com mais de 6 meses de idade poderão ser vacinadas se residirem ou vão se deslocar para as áreas com recomendação para vacinação e áreas com recomendação temporária para vacinação. A vacinação está contra indicada para mulheres que estão amamentando bebês menores de 6 meses de idade.

Para as mulheres que estão amamentando e residem em outras localidades que NÃO estão sob o risco de transmissão da doença, a vacinação contra a febre amarela deve ser evitada, ou adiada até a criança completar 6 meses de idade.

Tenho alergia ao ovo e mesmo assim posso receber a vacina febre amarela.

Verdade. As pessoas com história de alergia comprovada ao ovo e seus derivados, gelatina bovina ou a outras, podem receber a vacina febre amarela após avaliação médica. Nesta situação a pessoa deve recebê-la em ambiente com condições de atendimento de reações anafiláticas.

Pessoas que fazem tratamento com drogas imunossupressoras podem ser vacinada contra febre amarela.

Verdade. Neste caso é recomendo que a pessoa interrompa o uso da medicação por até 3 meses a depender do tipo da medicação para poder receber a vacina febre amarela, como no quadro abaixo.

Preciso tomar a vacina a cada 10 anos.

Mito. É importante informar que o Calendário Nacional de Vacinação mudou. A partir de 05 de abril de 2017, o Ministério da Saúde passou a adotar a dose única da vacina contra a febre amarela para as áreas com recomendação de vacinação em todo o país.

Mesmo tendo tomado as duas doses, tenho o risco de pegar a doença.

Mito. Se a pessoa está com a Caderneta de Vacinação em dia, conforme as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação, ela está protegida contra a doença, não havendo necessidade de doses adicionais da vacina, mesmo na ocorrência de surtos ou epizootias (morte de macacos).

Quanto mais doses da vacina eu tomar, mais protegido eu fico.

Mito. Se seguir o esquema vacinal definido pelo Programa Nacional de Imunizações a pessoa estará protegida, não havendo nenhuma proteção adicional se a pessoa for vacinada várias vezes, fora do esquema preconizado.

Corro mais risco de pegar a Febre Amarela em lugares aglomerados?

Mito. A febre amarela não é transmitida de pessoa a pessoa. Assim, não há contágio pela proximidade com uma pessoa doente. Seres humanos podem adquirir o vírus esporadicamente quando residem ou adentram na mata para trabalho ou turismo e são picados por um mosquito silvestre infectado.

Quem toma a vacina pode pegar Febre Amarela

Mito As vacinas contra febre amarela são seguras e eficazes quando administradas de acordo com as normas do Programa Nacional de Imunizações. No entanto, como qualquer imunobiológico, tem contraindicações e precauções. A vacinação está contraindicada para crianças menores de 6 meses de idade e mulheres que estão amamentando bebês menores de 6 meses de idade.  É muito importante o cumprimento dessas orientações, pois a vacinação de forma inadvertida poderá desenvolver eventos adversos graves pós-vacinação, apresentando os mesmos sintomas da doença.

Posso doar sangue após tomar a vacina?

Verdade. Doadores de sangue devem esperar 30 dias após tomar a vacina para evitar que o vírus presente no medicamento não entre em um paciente com o sistema imunológico debilitado e cause mais problemas de saúde

** Com informações da BBC e Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde