Desmistificando: Parto normal é uma boa?

(Foto: Pixabay)

O parto normal ainda é uma dúvida para as mulheres que sonham em ser mãe. Intensidade das dores, possíveis sequelas, benefícios para a mulher e bebê e o parto humanizado fazem parte de uma série de questionamentos, principalmente para as mamães de primeira viagem.

Para esclarecer todas essas dúvidas, o médico Paulo Marinho, coordenador do Centro de Diagnóstico da maternidade Perinatal Laranjeiras desmistificou muitos pontos sobre este tipo de parto.

Quais são as vantagens do parto normal, para a mãe e para o bebê?

Para mãe, o parto normal traz a vantagem de ter as mamas em condições imediatas para amamentação, o que não ocorre nos partos eletivos. Outra vantagem é que o útero, que contrai naturalmente, tem menor índice de hemorragias nos pós-parto. Para o bebê, o trabalho de parto proporciona estímulos múltiplos no aparelho cardiovascular, respiratório, endócrino e neurológico e a sua passagem pelo canal vaginal parece ser um grande fator estimulante.

Como é realizado?

O parto normal não é feito, ele deve ser assistido, acompanhado. As perdas, tanto dos bebês como das mães durante o nascimento, são comuns. Vemos isso com os peixes, gatos, cachorros e, claro, com nós, humanos, isso não é diferente. O que se deve fazer para minimizar essas tragédias é promover o melhor estado de saúde possível até o momento de nos reproduzirmos, isso vale para mulher e homem, que seriam os cuidados pré-concepcionais e, ao acontecer a gravidez, passarmos aos cuidados pré-natais, até chegarmos aos cuidados no parto, que vão da promoção do bem estar emocional e físico da mãe e só intervir caso ocorra esta quebra deste equilíbrio.

O parto normal é sempre doloroso?

Na maioria das vezes, a dor acompanha o parto normal, podendo estar presente durante todo seu período de evolução do parto ou só no seu período final. Não é possível identificar quem terá mais ou menos dor. A dor raramente gera malefícios para a mulher, mas é direito da gestante fazer uso de analgésicos ou anestésicos se solicitado e que obviamente não ofereçam riscos para o bebê.

FONTE: FMCSV