Ministério da Saúde lança campanha de prevenção a AIDS para o Carnaval

(Foto: Divulgação/ Ministério da Saúde)

O Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (21), a campanha “No Carnaval use camisinha e viva esta grande alegria”, com o objetivo de estimular o uso de preservativos e prevenir a propagação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), em especial a AIDS.

Voltada principalmente aos jovens, a peça publicitária mostra que, independente da orientação sexual de cada um, o uso de preservativos evita a transmissão de DSTs e evita a gravidez indesejada.

“Intensificamos no Carnaval a campanha de prevenção ao HIV/aids, mas distribuímos camisinhas o ano todo. Este ano, estamos apelando especialmente aos jovens que usem camisinha, façam a testagem e, se infectados, busquem tratamento, que é gratuito e o melhor do mundo. E que no carnaval só tenhamos boas lembranças”, alertou o ministro da saúde Ricardo Barros no lançamento da campanha.

De acordo com o Boletim Epidemiológico de HIV e Aids divulgado no final do ano passado, 827 mil pessoas vivem com o HIV, deste valor 260 mil pessoas estão vivendo com HIV – vírus da Aids – e ainda não estão em tratamento. O governo estima que 112 mil pessoas têm o vírus e ainda não sabem.

Quanto aos jovens, uma pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas, mostrou a queda no uso regular de preservativos entre pessoas com faixa etária entre 15 e 24 anos, tanto com parceiros eventuais, quanto fixos.

Com relação aos ainda mais novos, os dados preocupam ainda mais. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), realizada nas escolas de todo o país com adolescentes de 13 a 17 anos, reforça esse cenário: 35,6% dos alunos não usaram preservativos em sua primeira relação sexual. O percentual das meninas que tiveram relação sem camisinha é de 31,3%, e dos meninos, é ainda maior: 43,02%. O mesmo estudo aponta que, quanto mais jovem, menor é o uso da camisinha. Enquanto 31,8% dos jovens de 16 e 17 anos não usaram preservativos em sua primeira relação sexual, esse índice sobe para mais de 40% entre os jovens de 13 a 15 anos.

“Os mais velhos viram ídolos morrendo de AIDS, como Cazuza. Mas, hoje o tratamento é gratuito e está disponível no SUS. O fato é que as pessoas não estão mais morrendo, embora percam qualidade de vida. Então, é preciso que a população entenda o risco que envolve a transmissão da AIDS e se proteja. Queremos evitar que novos casos, todos os anos, se somem aos 800 mil brasileiros que já tem o vírus”, completou Ricardo Barros.

Neste carnaval, use camisinha!