Níveis altos de poluição podem causar deficiências nutricionais

(Foto: Pixabay)

O aumento nos níveis de dióxido de carbono (CO2) reduz a quantidade de nutrientes em culturas básicas, como arroz e trigo, aponta novo estudo da Harvard T.H. Chan School of  Public Health, publicado na revista Nature.

Segundo a pesquisa, a diminuição nos nutrientes poderia levar 175 milhões de pessoas à deficiência em zinco, 122 milhões de pessoas deficientes em proteína até 2050 e mais de 1 bilhão de mulheres e crianças podem perder uma grande quantidade de ferro, o que as colocaria em maior risco de anemia e outras doenças.

Atualmente, mais de 2 bilhões de pessoas no mundo são deficientes em um ou mais nutrientes.

“Nossa pesquisa deixa claro que as decisões que estamos tomando todos os dias – o que comemos, como nos movimentamos, o que escolhemos comprar – estão tornando nossos alimentos menos nutritivos e pondo em perigo a saúde de outras populações e gerações futuras”, disse Sam Myers, principal autor do estudo e principal pesquisador da Harvard Chan School.

O estudo mostrou que os altos níveis atmosféricos  de CO2 resultam em colheitas menos nutritivas, com concentrações de proteína, ferro e zinco até 17% menores quando as lavouras são cultivadas em ambientes onde a concentração de CO2 é de 550 partes por milhão (ppm), na comparação com lavouras cultivadas em condições atmosféricas nas quais os níveis de CO2 estão pouco acima das 400 ppm.

O maior impacto seria na Índia, onde estima-se que 50 milhões de pessoas se tornariam deficientes em zinco, 38 milhões em proteínas e 502 milhões de mulheres e crianças vulneráveis ​​às doenças associadas à deficiência de ferro. Outros países no sul da Ásia, sudeste da Ásia, África e Oriente Médio também seriam significativamente impactados.