Novembro Azul alerta para o combate do câncer de próstata

(Foto: Divulgação)

O câncer de próstata é o segundo tumor que mais acomete os homens no Brasil, atrás do de pele não melanoma, e é o mais comum entre a população masculina em todo o mundo após o câncer de pulmão.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 61.200 novos casos de câncer de próstata foram diagnosticados no Brasil em 2016. A maior taxa de incidência é na Região Sul, com cerca de 95,63 casos a cada 100 mil habitantes, seguida pelas regiões Centro-Oeste (67,59/100), Sudeste (62,36/100 mil), Nordeste (51,84/100 mil) e Norte (29,50/100 mil). A cada 36 minutos, um homem morre no país vítima de câncer de próstata.

Para chamar a atenção para a importância de diagnosticar precocemente o câncer de próstata, a ONG Instituto Lado a Lado pela Vida e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) realizam a campanha Novembro Azul.

Dados da SBU, 20% dos pacientes são diagnosticados em estágio avançado da doença, dificultando o tratamento e aumentando a probabilidade de óbito. Atualmente, a taxa de mortalidade alcança 25% dos pacientes.

A doença foi responsável pela morte de 14 mil homens em 2013 no Brasil e representa cerca de 6% do total de mortes por câncer no mundo.

Apesar do avança social e econômico nas últimas décadas no Brasil, ainda têm muito preconceito dos homens em relação ao exame de toque retal, fundamental para descobrir a doença.

“Temos dois exames que têm que ser realizados de maneira concomitante, que é o exame do toque, e a realização do exame de sangue, que é o PSA. Esses dois exames, quando associados, me dão uma segurança de mais de 90% em fazer um diagnóstico precoce da doença”, explica Geraldo Faria, coordenador da campanha Novembro Azul.

“Infelizmente, esse preconceito ainda existe. É lógico que ele está se tornando cada vez menor, graças ao trabalho de informação, mas ainda temos muitos homens que se recusam a fazer essa avaliação por conta do preconceito em relação ao exame de toque”, complementa o urologista a Agência Brasil.

Os principais fatores de risco associados ao câncer de próstata são: idade, história familiar de câncer e etnia/cor da pele. Homens acima dos 65 anos, com casos de doença no histórico familiar são os mais propensos a ter a doença. Além disso, homens negros têm até 60% mais chances do que os brancos.

Independente destes fatores, todos os homens devem realizar o exame. A recomendação médica é que o monitoramento comece aos 45 anos.

** Com informações da Agência Brasil